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NEWSLETTER #1.2024

Confira abaixo os destaques da nossa equipe da última semana:

 

1) Chile em chamas: A luta contra os incêndios florestais desafia o país

 

Os incêndios florestais no Chile têm sido uma preocupação recorrente, especialmente durante os meses de verão. A nação sul-americana enfrenta incêndios florestais sazonais devido às condições climáticas secas e ventos fortes. As regiões central e sul do Chile são frequentemente afetadas, resultando em danos significativos à biodiversidade, florestas nativas e comunidades locais.

As causas dos incêndios são variadas e incluem atividades humanas, como negligência e queimadas descontroladas, bem como condições climáticas adversas. A topografia acidentada e a presença de vastas áreas florestais contribuem para a propagação rápida do fogo. O governo chileno geralmente mobiliza esforços de combate com a ajuda de equipes de bombeiros, militares e aeronaves, buscando controlar e extinguir os incêndios.

Os incêndios florestais no Chile destacam os desafios enfrentados pelas regiões propensas a eventos climáticos extremos e a importância da gestão ambiental e prevenção de incêndios para proteger ecossistemas vulneráveis e garantir a segurança das comunidades locais.

 

Fonte: BBC

 

2) Pesquisadores europeus pontuam: Ação governamental global para a transição energética não está sendo rápida o suficiente

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Chalmers University of Technology, Lund University e Central European University revelou que, embora a produção de energia renovável esteja em ascensão global, praticamente nenhum dos 60 países analisados está progredindo rapidamente o suficiente para evitar o aquecimento global de 1,5°C ou 2°C. Ao medir a taxa máxima de crescimento da energia eólica e solar, os resultados indicam que a maioria dos países não atende aos cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que preveem um crescimento rápido de eletricidade renovável. Apenas alguns países menores, como Portugal, Irlanda e Chile, conseguiram sustentar um crescimento mais acelerado, destacando a necessidade de explorar diversas tecnologias e cenários para cumprir as metas climáticas.

Os pesquisadores também desenvolveram um novo método usando modelos matemáticos para medir a inclinação da curva S, representando a taxa máxima de crescimento em tecnologias emergentes. Enquanto a Alemanha foi capaz de sustentar um crescimento comparável aos cenários de estabilização climática mediana na energia eólica onshore, os resultados indicam que há limites para a expansão rápida de energia eólica e solar. O estudo destaca a importância de considerar sistematicamente a viabilidade de outras soluções climáticas, especialmente para grandes economias em crescimento, como Índia e China.

 

 

 

3) Crise climática afeta diretamente a produção de soja no Brasil

 

O levantamento do sistema TempoCampo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) prevê que a produção de soja no Brasil na safra 2023/24 será de 147 milhões de toneladas, indicando uma redução de aproximadamente 7,12% em comparação com a safra anterior. O estudo, mais preciso que projeções governamentais e de produtores, é baseado em processos físicos, químicos e fisiológicos da cultura da soja. O coordenador do TempoCampo, Fabio Marin, destaca a importância de isolar o fator climático na gestão agrícola e aponta o El Niño como um grande influenciador, destacando a variabilidade de produção entre diferentes estados brasileiros devido às condições climáticas.

 

Marin ressalta que o clima é o principal fator de variabilidade na produção, e seu departamento auxilia empresas e produtores no monitoramento e gestão dessa variabilidade. Ele explica que a projeção considera uma média para todo o Brasil, com variações significativas entre os estados. O professor destaca que o solo é mais estático e fácil de manejar em comparação com a atmosfera, que varia de acordo com as condições climáticas. Ele utiliza o Coeficiente de Produtividade do Clima (CPC) e o Coeficiente de Produtividade do Manejo (CPM) para medir a produtividade da lavoura, apontando a importância do manejo humano na produção agrícola e destacando que perdas superiores à variação climática podem indicar falhas no manejo.

 

 

4) 48 mil mortes por ondas de calor foram registradas entre 2000 e 2018 no Brasil - Eventos de temperatura extrema quadruplicam desde a década de 1970, com impactos desproporcionais em grupos vulneráveis

 

Um estudo liderado por cientistas brasileiros e portugueses revelou que as ondas de calor no Brasil, intensificadas pelas mudanças climáticas, resultaram em mais de 48 mil mortes entre 2000 e 2018, superando em mais de vinte vezes as mortes por deslizamentos de terra no mesmo período. Esses eventos têm agravado desigualdades socioeconômicas, afetando principalmente idosos, mulheres, pretos, pardos e pessoas com menor escolaridade. A pesquisa, que analisou 14 regiões metropolitanas, aplicou o Fator de Excesso de Calor (EHF) para mapear as ondas de calor e calculou as mortes relacionadas a esses eventos usando dados do DATASUS. Entre 75% e 94% das mortes ocorreram entre pessoas com mais de 65 anos, evidenciando o impacto desproporcional nos idosos. Além disso, diferenças regionais indicam desigualdades entre o Centro-Sul e as regiões Norte e Nordeste. Pessoas de baixa escolaridade e pretas/pardas foram mais afetadas, destacando a necessidade de políticas públicas para grupos vulneráveis.

 

 

5) Energia limpa a que custo? Estudo prevê recorde de geração de energia a partir de plantas nucleares no ano de 2025

 

O relatório "Electricity 2024" da Agência Internacional de Energia (IEA) sugere que fontes de geração "limpas" serão capazes de atender à demanda adicional de energia elétrica nos próximos três anos. No entanto, parte dessas fontes "limpas" inclui a energia nuclear, que deve atingir um recorde de produção em 2025. A IEA prevê que fontes de baixas emissões, como renováveis e nuclear, representarão quase metade da produção global de eletricidade até 2026. Enquanto as renováveis ultrapassarão o carvão, a produção de energia nuclear atingirá um máximo histórico. O relatório destaca o papel crescente dessas fontes na redução das emissões de CO2.

 

Fonte: Clima Info



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