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Newsletter #2.2024

Confira os destaques da nossa equipe da última semana:


1. Mudanças climáticas e a disponibilidade de água: potencial hídrico na disponibilidade de água pode cair em até 40% no Brasil até o ano de 2040

 

De acordo com um estudo divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a segurança hídrica do Brasil pode ser seriamente afetada até 2040, se não houver nada para diminuir as emissões de gases de efeito estufa, provenientes, sobretudo, da queima de combustíveis fósseis.

O estudo “Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil” é o primeiro feito pela agência que considera os efeitos da crise climática na oferta de água no país.

 

 

2. Desmatamento na Amazônia comparado ao ano passado tem queda de 29% em janeiro de 2024

 

Os dados atualizados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que, em janeiro deste ano, foram registrados alerta de desmatamento para 118,86 km² da Amazônia. A área desperdiçada no ecossistema é um pouco maior do que Vitória, capital do Espírito Santo, a capital do país.

 

O número representa uma redução de 29% em relação ao período homólogo, quando 166,6 km² foram desmatados. A quantia medida pelo INPE é a terceira menor da série histórica, iniciada em 2016, para o mês.

Em Roraima e Pará, foram registrados as maiores áreas em alerta: 32,4 km² e 32,3 km², respectivamente. Mato Grosso (30 km²) e Amazonas (16 km²) estão em terceiro e quarto lugares no ranking de estados com maiores áreas de risco.

 

De acordo com outra pesquisa do INPE, a Sala de Situação, 21,4% do desmatamento registrado em Roraima ocorreu em áreas protegidas ou onde ainda não há dados: 15,3% em Florestas Públicas Não Destinadas, 2% em Terras Indígenas, 0,6% em Unidades de Conservação e 3,5% em áreas sem dados fundiários.

 

Roraima, com o Amazonas, é considerado a “nova fronteira do desmatamento na Amazônia”.  Apesar de ter grande parte de suas florestas ainda intactas, o estado sofre com a pressão da exploração de madeira, grilagem de terras, criação de gado e produção de soja.

 

 

3. A geração de energia solar está em expansão e já representa quase 17% da matriz elétrica do Brasil.

 

Além de continuar crescendo em capacidade instalada e batendo novo recorde em janeiro, a fonte solar registrou um novo pico de geração instantânea no final do mês.

 

A geração de energia solar fotovoltaica continua a crescer no Brasil. Em janeiro, a ABSOLAR ultrapassou os 38 gigawatts (GW) de potência instalada, conforme novos dados divulgados pela ANEEL e confirmados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) . A fonte é responsável por 16,8% da energia elétrica brasileira.

 

A capacidade abrange tanto a geração centralizada de usinas solares contratadas em leilões governamentais, quanto a geração distribuída (GD), composta por plantas de menor porte instaladas pelos próprios consumidores. De acordo com UOL, Exame, Época Negócios e Canal Solar, a primeira soma 11,7 GW, enquanto a segunda soma 26,3 GW.

 

A ABSOLAR apresenta números atualizados desde 2012, que a fonte solar gerou mais de R$184,3 bilhões em novos investimentos no Brasil, mais de R$51,7 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e cerca de 1,1 milhão de empregos acumulados. Ao fazer isso, também evitou a emissão de 46,4 milhões de toneladas de CO₂ durante a geração de energia elétrica.

 

Em janeiro, a energia solar bateu um novo recorde, o de geração instantânea, conforme a informação fornecida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e divulgada pelo Canal Energia. No dia 30 do mês passado, às 11h40, a energia solar produziu 27.909 megawatts (MW), incluindo micro distribuída (MMGD) O valor foi suficiente para atender a 30,4% da demanda naquele instante de todo o Brasil. O recorde anterior havia sido em 11 de novembro de 2023, com 27.435 MW, também considerando MMGD.

 

Conforme o ONS, no dia seguinte, o subsistema nordeste também obteve números inéditos de geração solar instantânea: 9.231 MW, medidos às 11h18 de 31 de janeiro. O volume representou 66,8% da demanda da região. Até então, a potência máxima atingida era de 9.035 MW, registrada em 18 de janeiro de 2024.

 

A energia das usinas solares e eólicas brasileiras também está auxiliando o país a ter um grande lucro com a exportação de energia excedente para países vizinhos. Em 2023, cerca de 844 MW médios de energia elétrica foram comercializados para a Argentina e o Uruguai - o maior número já registrado em toda a história, conforme a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) Segundo o Canal Solar, a utilização de sistemas fotovoltaicos e eólicos foi crucial para a criação de um cenário energético mais favorável para a exportação de energia excedente no ano passado, ressalta o Canal Solar. Segundo as estimativas da organização, o benefício para o Brasil foi de R$ 888 milhões.

 

 

4. Incêndios no Chile, tempestades na Califórnia e secas na Espanha: as diversas facetas do clima extremo.

 

Efeitos da crise climática, eventos extremos são mais frequentes em diversos lugares do planeta e deixam um rastro de mortes, desalojamentos, destruição e prejuízos financeiros, às temperaturas elevadas, mesmo para o verão no Hemisfério sul, alimentaram os incêndios florestais que devastaram Viña del Mar, no Chile, e mataram mais de 130 pessoas. No estado dos Estados Unidos, na Califórnia, seis pessoas morreram devido a tempestades e ventos inesperados que afetam diversas áreas do estado. Da outra margem do Oceano Atlântico, a Catalunha, na Espanha, enfrenta a pior seca de todos os tempos, o que já causou um alerta nas autoridades locais para a possibilidade de não chover nos próximos meses, o que exigirá a importação de água.

 

Há alguns anos, situações como essas eram consideradas “fora da curva” nas análises meteorológicas. No entanto, têm se tornado cada vez mais frequentes e intensas. E por mais que fenômenos naturais como o El Niño vez ou outra “bagunce” o clima do planeta quando aparecem, o que vem acontecendo nos últimos tempos tem uma causa maior: às mudanças climáticas, alimentadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis.

 

No Chile, a principal razão para os incêndios florestais se espalharem numa área tão grande e tão rápida foram os ventos fortes. O especialista em climatologia da Universidade de Santiago, Raul Cordero, afirmou que os ventos intensos de verão são comuns no centro do país, mas essa semana a região enfrentou uma onda de calor provocada pela mudança climática e pelo El Niño, conforme relatado pela Folha. “O que ocorreu na semana passada não é normal”, afirmou.

 

O incêndio em Valparaíso, que deixou 131 mortos e 300 desaparecidos, deve ter um impacto de mais de US$ 1 bilhão na economia do país, afetando principalmente o turismo e a agricultura, segundo o Valor. A tragédia pode ser um dos eventos mais prejudiciais do Chile desde o terremoto de 2010. Com a diferença de que terremotos não podem ser evitados, mas as mudanças climáticas podem ser.

 

Segundo a Reuters, a Califórnia, que sofreu com tempestades nas últimas semanas e teve pelo menos seis mortos, deve se preparar para mais precipitações no meio de fevereiro. A Bloomberg informa que o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos expandiu a possibilidade de precipitações intensas para abranger todo o estado, bem como áreas de Nevada e Arizona entre os dias 17 e 21 de fevereiro. As perdas registradas até o momento podem chegar a US$ 9 bilhões ou mais, conforme a AccuWeather.

 

A evidência da crise climática nas precipitações intensas na Califórnia é que o Oceano Pacífico tem apresentado temperaturas excessivamente elevadas no Oceano Pacífico. Esse aquecimento das águas alimentou os rios atmosféricos, que se converteram em tempestades, que começaram no sábado (3/2), detalha o New York Times.

 

Na Espanha, a prolongada estiagem causou a declaração de emergência por parte das autoridades da região nordeste da Catalunha na quinta-feira passada (1/2) Segundo o Euronews, os reservatórios que servem 6 milhões de pessoas, incluindo a população de Barcelona, estão com menos de 16% de sua capacidade, o que é considerado um nível histórico mínimo, conforme o Euronews. “Estamos entrando numa nova realidade climática”, disse o presidente regional catalão, Pere Aragonès, ao anunciar a emergência.

 

5. Garimpeiros usam as redes sociais para incentivar atividades de exploração

 

Enquanto a crise Yanomami se desenrola, garimpeiros registram suas rotinas, criticam as ações do governo e até mostram como conseguem burlar a fiscalização em suas redes sociais. No TikTok, vídeos como o de uma retroescavadeira sendo enterrada para fugir das operações governamentais são vistos com frequência.

 

Os registros também evidenciam a exploração ilegal no rio Uraricoera, um dos locais mais cobiçados que tem causado danos ambientais aos povos indígenas. Os especialistas reconhecem que o avanço da internet nas áreas de mineração nos últimos anos alterou significativamente a atividade, tornando-a uma ferramenta valiosa para troca de dados e até mesmo para a comercialização de produtos ilegais, como mercúrio, estimulando ainda mais o mercado do garimpo.

 Fonte: G1



Colaboradora responsável: Jéssica Tavares Fraga Costa

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