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DE OLHO NA COP #3

Nessa última semana, a COP 28 continuou após a finalização da fase de Cúpula das lideranças estatais.

Muitas negociações e promessas foram feitas entre os atores sociais presentes. Essa “enxurrada” de compromissos, inclusive, chamou atenção de diversos estudiosos de política e clima.


Outro ponto relevante é a natureza voluntária atribuídas às metas de emissão das empresas signatárias da Carta de Descarbonização de Petróleo e Gás, isso porque essa sistemática dos numerosos compromissos tende a reforçar a natureza “desobrigada” das metas e objetivos assumidos, ponto que já muito debatido no âmbito das estratégias de cooperação internacional e multissetorial para desenvolvimento sustentável à nível global.


Alguns pontos tratados junto da transição energética foram os impactos da emergência do clima na saúde e o muito debatido Global Stocktake (balanço global de emissões).


Inclusive, foi nessa última semana que o Brasil foi eleito “Fóssil do Dia”, justamente porque busca posição de liderança nessa transição justa, porém avança no estreitamento de laços com a economia do petróleo, com a entrada na OPEP+.


Deixando de lado o ponto das metas de redução, ao tratar dos tópicos relacionados à Adaptação e financiamento, as negociações parecem estar caminhando a passos difíceis, gerando assimetrias acentuadas nesta COP.


Por fim, alguns pontos dos novos textos do Balanço Global foram debatidos, dentre eles uma incisiva substituição linguistica de tópicos relacionados a eliminação dos combustíveis fósseis, fazendo uma fotografia propensa a plasmar iniciativas de uso fontes energéticas “verdes” com o conceito total de transição.


Seguimos acompanhando de perto os ajustes para alcance de um texto final desse Balanço Global amarrando essa COP 28.

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