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Newsletter #8

Confira os destaques de nossa equipe na Newsletter desta semana:


1) Captação de água subterrânea inclinou eixo da Terra

Pesquisa divulgada na última semana concluiu que movimentação de enorme massa de água pela atividade humana inclinou o planeta em quase 80 centímetros de 1993 a 2010, além de contribuir para o aumento do nível dos oceanos. A disposição da água afeta a distribuição da massa no planeta. A Terra gira de forma ligeiramente diferente quando a água se move, como se se adicionasse um pouco de peso a um pião. O polo de rotação normalmente se desloca vários metros em um ano, de modo que as modificações causadas pelo bombeamento de água subterrânea não correm risco de influenciar no curto prazo as estações do ano, de acordo com o pesquisadores da Nasa, citados pelo estudo. No entanto, em escalas de tempo geológicas, a deriva polar pode ter um impacto no clima, contribuindo para o aumento do nível do mar.

Fontes: DW.com; Dw.Brasil; BBC.Brasil


2) Planeta tem a semana mais quente já registrada


Segunda-feira (03/07/2023) foi o dia mais quente já registrado na Terra e assim seguiram os dias subsequentes. A máxima de segunda-feira também foi a mais quente desde o início do monitoramento por satélite em 1979.


O calor recorde da primavera na Espanha e em muitos países da Ásia foi seguido por ondas de calor marinhas em locais que normalmente não as registram, como no Mar do Norte. Além disso, nesta semana, a China continuou a experimentar uma onda de calor duradoura, com temperaturas em alguns lugares acima de 35°C, enquanto o sul dos EUA também esteve sujeito a condições sufocantes.


A temperatura média global atingiu 17,01°C em 3 de julho, de acordo com os Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos EUA. Isso quebrou o recorde anterior de 16,92 °C, que estava em vigor desde agosto de 2016. Com a probabilidade de o El Niño se fortalecer nos próximos meses, é provável que mais recordes sejam quebrados à medida que o verão do hemisfério norte avança. Fontes: BBC, WMO


3) México registra centenas de mortes por onda de calor e Uruguai enfrenta grave crise hídrica


Na semana mais quente da história do planeta, o México registrou centenas de mortes em razão da grave onda de calor que deixou várias regiões em estado de alerta. Com temperaturas acima de 45°C, os cidadãos lutam para realizar suas atividades diárias e trabalhar, enquanto o calor já matou mais de 100 pessoas. Fonte


No Uruguai, moradores recebem água salgada nas torneiras para evitar a seca em Montevidéu. A crise hídrica na região está tão severa que os moradores da capital uruguaia estão sendo forçados a beber água salgada da torneira e os trabalhadores estão perfurando poços no centro da capital Montevidéu para chegar à água subterrânea. Luis Lacalle Pou, presidente do Uruguai, declarou estado de “emergência hídrica para a área metropolitana”. A situação está causando ondas de choque no país sul-americano, que há muito define o acesso à água como um direito humano. É também um sinal de alerta para a vulnerabilidade dos países diante da seca, que deve se tornar mais frequente e intensa à medida que as mudanças climáticas se aceleram. Fontes: CNN.Brasil


4) Glifosato é o agrotóxico mais utilizado no mundo e afeta a saúde humana de diversas maneiras


O uso do glifosato aumentou exponencialmente ao redor do mundo. O Brasil é um dos principais produtores mundiais de soja, fator que fez triplicar o uso de Glifosato entre 2000 e 2010.


Embora fosse considerada uma substância de baixa toxicidade, estudos recentes começaram a questionar essas afirmações. De acordo com estudos feitos em laboratórios, passou-se a perceber efeitos negativos em células placentárias, e que produtos a base de glifosato tenham um índice de toxicidade maior do que inicialmente suposto (Fonte). De acordo com dados obtidos a partir da introdução e uso do glifosato em diferentes regiões estudadas, a mortalidade infantil aumentou em pelo menos 5% nas populações no entorno onde o uso do agrotóxico é mais predominante, sobretudo àquelas populações a jusante das bacias. Saiba mais sobre feitos negativos do Glifosato.


A correlação entre causa e efeito é identificada por três aspectos: 1) a regulação que permitiu transgênicos de soja no Brasil; 2) nos ganhos potenciais na produção dessa soja geneticamente modificada e sua complementaridade com o uso de glifosato e; 3) na dinâmica e fluxo de água dentro de cada bacia hidrográfica.


Esse debate também remonta a decisão dos EUA de banir o uso do herbicida “Roundup”, derivado do glifosato. Após um júri ter encontrado evidências que o uso de glifosato tinha correlação com o aumento de câncer entre produtores e fazendeiros, mais países passaram a restringir o produto produzido pela Bayer-Monsanto. Saiba mais: Wisnerbaum e NexoJornal


5) EUA e União Europeia estudam “bloqueio do Sol” para reduzir temperaturas globais

Estudos em andamento verificam a viabilidade de medidas para reduzir a incidência dos raios solares e minimizar impactos das mudanças climáticas; europeus demonstram receio com os potenciais efeitos de intervenções radicais. Entre os métodos estudados, estão a inserção de objetos, seja no solo, ou em superfícies elevadas, que possam refletir a radiação solar. Outra forma é o clareamento de nuvens, fazendo com que elas absorvam menos os raios solares. Métodos com a injeção de aerossol na estratosfera ou métodos no espaço também são considerados: "Todos esses métodos alterariam os fluxos de luzes de onda longa (vermelha) e onda curta (amarela)”, aponta o estudo. Fonte e Instagram


Vale lembrar que o fim da humanidade no filme “Matrix” começou com o bloqueio de raios solares, embora sob outro contexto. O que você acha da proposta? Deixe seu comentário abaixo.


6) Brasil inaugura seu maior complexo de energia solar


O Brasil inaugurou na segunda-feira passada (3/7) seu maior complexo de energia solar no município de Janaúba, norte de Minas Gerais. O "Complexo Janaúba" é um empreendimento da empresa Elera Renováveis do grupo canadense Brookfield Asset Management e tem capacidade instalada de 1,2 GW, o suficiente para abastecer 1 milhão de residências. O projeto custou R$ 4 bilhões e contou com financiamento de R$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com R$ 450 milhões de recursos do Banco do Nordeste (BNB). Fonte


7) Conheça a capital da reciclagem de roupas usadas

A capital da reciclagem têxtil na Europa se encontra na cidade de Prato, na Itália. Confira a matéria completa do DW abaixo:


O pequeno polo industrial italiano que reutiliza e recicla roupas usadas em uma época consumista e de produtos cada vez de qualidade mais baixa (e sem perspectiva de reciclagem), projetos assim são mais que bem-vindos. Como mostramos em newsletters passadas, boa parte da “fast fashion” da indústria têxtil vai parar em enormes lixões, tornando cada vez mais comum o aumento do consumo de roupas baratas e seu descarte após pouco uso. De acordo com a reportagem da National Geographic, entre 2000 e 2014, a produção de roupas dobrou e os consumidores começaram a comprar 60% mais roupas e a usá-las pela metade do tempo que costumavam usar. Hoje, três quintos de todas as roupas acabam em aterros sanitários ou incineradores no prazo de um ano após a produção - uma estatística que se traduz em um caminhão de roupas usadas jogado fora ou queimado a cada segundo. A maior parte se encontra no deserto do Atacama. Fonte


8) Espécie em risco no Cerrado brasileiro


O tamanduá-bandeira é espécie em risco de extinção que enfrenta ainda mais riscos em razão do desmatamento do Cerrado brasileiro, além de atropelamentos em massa em estradas e rodovias e até casos de intoxicação por um dos agrotóxicos mais utilizados em plantações de commodities, como soja e milho.


Veterinários e biólogos que atuam em prol da conservação do mamífero - que é nativo das Américas e símbolo do Cerrado brasileiro que é considerada a savana mais biodiversa do mundo, com 14 mil espécies de plantas - apontam que o desmatamento do principal habitat e os acidentes com veículos em rodovias de Estados como o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais são fatores de extremo risco para as espécies, pois "os tamanduás estão sendo atropelados em um ritmo tão acelerado que isso está atrapalhando a reprodução da espécie". Fonte: BBC


Projetos brasileiros de conservação lutam para interromper a escalada de mortes de tamanduás-bandeira na região do Cerrado. Confira


Vale mencionar também os projetos fenomenais de passa-fauna que foram criados para a preservação de espécies de mico-leão: Confira a materia do Jornal Nacional e do Brasil-Mongabay


9) Coreanos acumulam sal e peixes antes da liberação de água radioativa no oceano pelo Japão


Em antecipação à liberação de água radioativa da usina nuclear de Fukushima, no Japão, os cidadãos coreanos compraram estoques de peixes e sal. A escassez foi tamanha que o governo se viu forçado a liberar parte de sal marinho de suas reservas oficiais. Embora o posicionamento oficial de autoridades japonesas e observadores internacionais afirmem que a prática é segura e atende a padrões internacionais, a vasta maioria da população da Coreia do Sul não parece acreditar na segurança dos produtos uma vez que as substâncias radioativas são diluídas no oceano. Fonte




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