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NEWSLETTER# 10.2024

Confira abaixo os destaques da nossa equipe da última semana:


1) Acervo de Certificados Ambientais Alcançando a Marca de 1 Milhão, Planeja Iniciar sua Primeira Emissão de Créditos de Carbono no Pará


O Pará está programado para realizar sua estreia na emissão de créditos de carbono durante a London Climate Action Week, marcada para o dia de 30, junho de 2024. Uma comunicação oficial do governador Hélder Barbalho ratificou que a transação contemplará aproximadamente 1 milhão de créditos, além disso, a gestão estadual revelou deter uma reserva de créditos avaliada em R$ 156 milhões, denotando um potencial financeiro estimado em cerca de R$ 10 bilhões.


Concomitantemente, o Estado do Pará está engajado na elaboração de um edital para concessão destinado à restauração de áreas de vegetação nativa, esta iniciativa integra a execução do Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, o qual estipula como meta a restauração de 5,6 milhões de hectares até o ano de 2030.


Fontes: CNN


2) Fracking no Contexto Brasileiro: Uma Análise dos Riscos Inaceitáveis à Luz de Estudos Comparativos nos Estados Unidos e Argentina


O texto aborda a recente declaração do ministro Alexandre Silveira sobre a intenção de expandir a exploração de petróleo e gás no Brasil, incluindo o polêmico método de fracking (fraturamento hidráulico). Esta declaração gerou preocupação entre ambientalistas, cientistas e a sociedade civil, que questionam a defesa dessa tecnologia sem um debate aprofundado sobre os riscos associados. O debate sobre os riscos ambientais, sociais e produtivos do fracking no Brasil já ocorre há mais de uma década e tem reunido oposição de cientistas, parlamentares, setores produtivos e a sociedade civil.


Os opositores do fracking alertam para os impactos negativos dessa prática, como a perda da produção agropecuária, contaminação de aquíferos essenciais, poluição do ar e aumento de doenças, a experiência negativa da Argentina nos alerta, onde o fracking causou danos à fruticultura na Patagônia e contaminou rios, é citada como um exemplo dos perigos que o Brasil poderia enfrentar se prosseguir com a expansão do fracking no Brasil e a necessidade de considerar os riscos envolvidos antes de prosseguir com essa prática. 1Estudos conduzidos nos 2Estados Unidos e 3Argentina, países onde o fracking é amplamente praticado, revelam os danos ambientais, sociais e produtivos causados por essa técnica. As atividades de perfuração podem resultar na contaminação das fontes de água potável, sendo que mais de 80% dos poços apresentam vazamentos em até três anos após a perfuração. Além disso, o fracking está associado à produção e liberação de mais de mil compostos químicos, muitos dos quais são considerados tóxicos ou potencialmente cancerígenos.


Fontes: O ECO


3) Para entender mais sobre o caso do Fracking na Argentina, sugiro o documentário GasLand (2010), do diretor Josh Fox, disponível no Youtube por meio do link:https://www.youtube.com/watch?v=k3eYX7LaLLg&list=PLVKihZd7GxfihGo6Bq8WresJXDNbcAL_o&index=3

 

3) Estudo divulgado pelo Acordo de Mobilidade de Baixo Carbono, irá explorar Novas Rotas Tecnológicas para Veículos Pesados


Um estudo divulgado pelo Acordo de Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCBrasil) enfoca rotas tecnológicas visando eficiência econômica e ambiental, especialmente para veículos pesados. O relatório, intitulado “Trajetórias Tecnológicas mais Eficientes para a Descarbonização da Mobilidade”, destaca o biometano e o hidrogênio-elétrico com célula de combustível como alternativas promissoras.


Em áreas urbanas atendidas por transporte público, o estudo sugere veículos alimentados por baterias recarregáveis como a opção mais indicada. Para caminhões, o biometano e o diesel de baixo carbono são apontados como alternativas viáveis, essas descobertas delineiam potenciais direções para a redução das emissões de carbono no setor de transporte, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável.


Fontes: Exame


4) O Impacto da Poluição do Ar e do Calor Extremo e as ameaças ambientais, a saúde e a fertilidade



Recentemente, a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) divulgou um comunicado urgente, instando à tomada de medidas imediatas para lidar com as consequências das mudanças climáticas e da poluição atmosférica na fertilidade. O documento ressalta a necessidade premente de ações para proteger a saúde reprodutiva diante desses desafios ambientais crescentes.


Conforme pesquisas recentes, a exposição durante a gestação a partículas finas de poluentes atmosféricos é relacionada a um aumento da incidência de aborto espontâneo em várias localidades globais. Trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, expostos a poluentes ocupacionais também correm riscos significativos de problemas de fertilidade. Essas descobertas destacam a urgência de implementar medidas para mitigar os impactos negativos da poluição ambiental na saúde reprodutiva.


Fontes: Veja


5) Operação da Polícia Federal resulta na destruição de equipamentos de garimpo ilegal no Parque Nacional do Tumucumaque, no Amapá


A Polícia Federal no Amapá conduziu uma operação que resultou na destruição de motores e outros equipamentos utilizados em atividades de garimpo ilegal no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, considerado a maior unidade de conservação brasileira de proteção integral. Durante a operação denominada "Ancestrais", realizada entre os dias 6 e 7 de março, os agentes localizaram os equipamentos, avaliados em R$ 2 milhões, deixados por criminosos. A ação foi desencadeada após identificação de atividades de mineração por meio de imagens.


De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), divulgado em 19 de fevereiro deste ano, as áreas de garimpos ilegais cresceram 304% em um ano no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Durante a operação, além da destruição dos equipamentos, a PF também apreendeu um computador, uma moto e um trator, essa medida visa interromper as atividades ilegais e preservar a integridade ambiental da área protegida, conforme apurado pela investigação, a atividade de garimpo ilegal provoca danos significativos no ecossistema local, com efeitos prejudiciais que se estendem até 30 quilômetros ao longo dos rios na área afetada.

 

Fontes: G1


Jéssica Tavares

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